Evian, França, 15 jun 2026 (Lusa) — A cidade francesa de Evian acolhe a partir de hoje a cimeira do G7, que reúne até quarta-feira os líderes das sete economias mais desenvolvidas do planeta. Sob a presidência do chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, o encontro fica marcado por uma agenda fortemente dominada pela instabilidade geopolítica internacional e pelos desafios macroeconómicos globais.
No plano internacional, as atenções estão viradas para o Médio Oriente, numa altura em que o conflito escalou com os confrontos que envolvem os Estados Unidos, Israel e o Irão. Os líderes das potências mundiais procuram definir estratégias conjuntas para travar as hostilidades na Faixa de Gaza, no Líbano e na região do Golfo Pérsico, com prioridade máxima para a reabertura do Estreito de Ormuz. Relativamente à guerra na Ucrânia, os parceiros europeus pretendem assegurar a continuidade do compromisso financeiro e militar de Washington, numa reunião que contará na terça-feira com a participação presencial do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
A par dos conflitos armados, a cimeira servirá para debater os desequilíbrios na economia mundial. Emmanuel Macron pretende impulsionar uma nova abordagem nas relações com a China, manifestando preocupação com o excedente comercial de Pequim e com a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento ocidentais, altamente dependentes de componentes estratégicos e minerais críticos controlados pelos chineses. Ao longo dos três dias, o G7 prevê aprovar sete declarações conjuntas sobre áreas tão distintas como o tráfico de estupefacientes, a segurança de menores nas redes sociais e a investigação oncológica, num evento blindado por um forte contingente de 15 mil operacionais de segurança.