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PS acusa Governo de estar em "baile de máscaras" com Ventura
Líder do PS afirma que o Executivo está dominado pela "desumanidade" e critica prioridades ideológicas em detrimento da economia real.
Por Redação
Publicado em 15/06/2026 14:20
Nacional
@Lusa

Viana do Castelo, 15 jun 2026 (Lusa) — O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, lançou duras críticas ao Governo esta segunda-feira, acusando o Executivo de estar envolvido num "baile de máscaras" com o presidente do Chega, André Ventura. No centro das críticas está a negociação do novo pacote laboral, num processo que o líder socialista considera demonstrar "desumanidade" e "insensibilidade" por parte da governação.

À margem de uma visita aos estaleiros navais da 'West Sea', em Viana do Castelo, Carneiro recorreu à ironia ao ser questionado sobre a viabilização das alterações laborais através de uma parceria com o Chega, atirando que "o Diabo veste Prada". Para o dirigente do PS, a estratégia governamental assenta numa aliança com a extrema-direita que visa apenas "embaratecer os despedimentos, liberalizar os despedimentos e aumentar a precariedade", prejudicando diretamente as famílias, as mulheres e os cidadãos mais jovens.

Em contraponto, José Luís Carneiro demarcou a visão do seu partido, defendendo que a competitividade do país deve passar pela valorização dos salários e por um forte plano de requalificação profissional focado na transição digital. O líder socialista aproveitou a passagem por Viana do Castelo para destacar o setor do mar — que gera mais de mil empregos na região — como um motor essencial de produtividade, exemplificando com a construção em curso de seis novos navios de uso duplo (civil e militar) financiados pelo PRR.

O secretário-geral do PS aproveitou o momento para anunciar que apresentará, já esta terça-feira, uma "matriz para a produtividade" desenhada para preparar o mercado de trabalho para o impacto da Inteligência Artificial e evitar o desemprego em funções administrativas e de produção repetitiva.

Carneiro lamentou que o Executivo ignore estas transformações estruturais da economia, preferindo focar-se em debates ideológicos. "O Governo tem-se preocupado e tem estado ocupado com a ideologia, em relação às bandeiras LGBT, com a ideologia em relação às questões da nacionalidade, com a ideologia em relação às questões da imigração", criticou o líder do PS, rematando que "a ideologia não se serve à mesa" nem ajuda os cidadãos a pagar as rendas ou a enfrentar as dificuldades do quotidiano.

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