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Chefe de Estado angolano abriu oficialmente registo eleitoral e atualizou os seus dados
Chefe de Estado e a primeira-dama atualizaram os dados biométricos em Luanda, marcando o arranque de uma campanha que visa registar mais de 16,7 milhões de votantes até 2027.
Por Redação
Publicado em 15/06/2026 16:40
International
@Lusa

Luanda, 15 jun 2026 (Lusa) — O Presidente da República de Angola, João Lourenço, abriu formalmente esta segunda-feira o processo de atualização do registo eleitoral no país. O chefe de Estado deslocou-se ao Balcão Único de Atendimento ao Cidadão (BUAP) da Administração Municipal da Ingombota, no centro de Luanda, para confirmar e atualizar os seus próprios dados eleitorais.

Acompanhado pela primeira-dama, Ana Dias Lourenço, o Presidente cumpriu os trâmites legais logo no início da manhã, numa operação que demorou cerca de 15 minutos e incluiu a recolha de dados biométricos. Este ato simbólico serviu de ponto de partida para a campanha nacional e internacional de recenseamento, que se vai estender até ao dia 31 de março de 2027.

A iniciativa, que funciona também como prova de vida para todos os cidadãos com idade igual ou superior a 18 anos, insere-se nos trabalhos de preparação para as próximas eleições gerais em Angola, agendadas para 2027. As projeções das autoridades apontam para o registo de mais de 16,7 milhões de eleitores.

No final do ato inaugural, o ministro da Administração do Território, Daniel Félix Neto, assegurou aos jornalistas que a plataforma informática está estável e que as condições logísticas foram acauteladas para evitar falhas. "Não há e não haverá falhas, até porque o exemplo foi agora feito, vimos o Presidente da República e a primeira-dama fazerem, não tivemos nenhum constrangimento no sistema", apontou o governante, sublinhando que eventuais detalhes serão limpos ao longo dos próximos meses.

Félix Neto explicou ainda que a população poderá recorrer a qualquer posto BUAP que se encontre perto da sua zona de residência ou do local de trabalho, bastando para isso salvaguardar que as informações prestadas coincidam com o local geográfico onde pretendem exercer o voto.

A rede de atendimento vai funcionar nas administrações municipais e comunais localizadas nas províncias do país, abrangendo também postos em missões diplomáticas e consulados no estrangeiro. Para os cidadãos residentes no exterior, o processo arrancará em pleno apenas a partir de janeiro do próximo ano.

Os eleitores que se desloquem aos balcões devem fazer-se acompanhar pelo Cartão de Eleitor, Bilhete de Identidade ou passaporte. Para assegurar o funcionamento dos postos, as brigadas contam inicialmente com 1.265 técnicos no terreno, prevendo-se o alargamento das equipas até um total de 10.747 operacionais através de contratações agendadas para os próximos dias.

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