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Calor extremo chega no sábado e pode atingir os 40 graus
IPMA prevê uma subida acentuada das temperaturas e o regresso das noites tropicais na próxima semana. Perigo de incêndio rural vai disparar.
Por Redação
Publicado em 17/06/2026 08:39
Nacional
Foto:Tiago Botelho

Lisboa, 17 jun 2026 (Lusa) — Os termómetros vão sofrer uma subida acentuada a partir do próximo sábado, dia 20 de junho, prevendo-se dias de calor muito intenso que deverão prolongar-se pela próxima semana. Segundo as projeções avançadas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as temperaturas máximas poderão atingir ou mesmo superar os 40 graus em várias zonas do país.

De acordo com a meteorologista Maria João Frada, os modelos de previsão têm mostrado uma enorme consistência nos últimos dias. Perante este cenário de calor extremo, é muito provável que o IPMA emita avisos de tempo quente já durante o fim de semana para vários distritos, existindo a forte possibilidade de estes alertas serem estendidos a todo o território de Portugal continental a partir de segunda-feira.

A partir do início da próxima semana, os valores mais elevados deverão registar-se nas regiões do interior, com especial incidência no interior do Alentejo e nos vales dos rios Douro e Tejo, locais onde os termómetros vão rondar os 35 a 40 graus, podendo pontualmente ultrapassar essa barreira. Na faixa costeira ocidental, as máximas deverão fixar-se perto dos 35 graus, embora no litoral Norte e Centro (a norte do Cabo Raso) ainda exista alguma incerteza, prevendo-se aí valores ligeiramente mais moderados.

O calor fará sentir-se também durante o período noturno. Espera-se uma subida generalizada das temperaturas mínimas, dando origem a "noites tropicais" em grande parte do país, com os termómetros a não baixarem dos 20 graus.

Esta reviravolta no estado do tempo coincide com o arranque oficial do verão, no próximo domingo. Para esse dia, a generalidade do país deverá registar temperaturas entre os 31 e os 36 graus, sem prejuízo dos picos mais elevados no interior.

Na origem deste fenómeno está a formação de uma depressão que se estende desde o Norte de África até à Península Ibérica, cuja circulação será responsável pelo transporte de uma massa de ar consideravelmente quente e seca para o território nacional. Embora estes valores se encontrem acima da média, a especialista recorda que são perfeitamente normais para a época do ano.

Devido à persistência do tempo quente e seco, o IPMA deixa ainda um sério alerta para o agravamento substancial do risco de incêndio rural, uma situação de perigo que se deverá manter crítica, pelo menos, até meados da próxima semana.

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