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Trump reitera que Israel deve agir com “bom senso” no Líbano
Chefe de Estado norte-americano esclarece que não exige o fim da ofensiva militar, mas pede responsabilidade a Netanyahu para evitar a morte de civis.
Por Redação
Publicado em 17/06/2026 17:27
International
@Lusa

Evian, França, 17 jun 2026 (Lusa) — O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, clarificou hoje a sua posição face à situação no Médio Oriente, sublinhando que não está a pressionar Israel para cessar a intervenção militar em território libanês. Contudo, o líder norte-americano frisou que o executivo de Benjamin Netanyahu precisa de aplicar "bom senso" nas ações que visa conduzir contra o grupo Hezbollah.

O esclarecimento foi feito na cidade francesa de Evian, onde decorre o encerramento da cimeira do G7. Antes de iniciar um encontro de trabalho com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, Trump foi confrontado pela imprensa sobre se o seu objetivo era uma interrupção dos ataques de Israel no Líbano, tendo rejeitado essa leitura. "Não, quero que Israel seja capaz de se proteger. Mas quero que aja com bom senso", ripostou o governante.

Esta tomada de posição surge na sequência de manifestações públicas de desagrado por parte da Casa Branca relativamente à estratégia delineada por Netanyahu no Líbano. Ainda no dia anterior, Donald Trump tinha admitido o seu descontentamento com o rumo das operações contra a organização xiita, exigindo maior responsabilidade ao homólogo israelita devido ao número expressivo de vítimas entre a população civil. Na altura, Trump chegou a sugerir que a Síria deveria envolver-se mais ativamente no combate ao Hezbollah, caso as forças israelitas se mostrassem incapazes de desmantelar o grupo "sem matar todos os outros".

O aviso de Washington ganha especial relevância num momento de forte atividade diplomática, que antecede a formalização de um cessar-fogo regional estabelecido num acordo entre os Estados Unidos e o Irão, previsto para ser assinado na próxima sexta-feira, em solo suíço. Mesmo com as negociações bilaterais em curso com Teerão, Telavive mantém a ofensiva militar no Líbano, justificando a continuidade dos ataques com a urgência de destruir as estruturas e o armamento do Hezbollah ao longo da sua fronteira.

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