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Países do G7 voltaram a mobilizar-se para pressionar a Rússia – Macron
Presidente francês aplaude "sucesso" e unidade da cimeira em Evian, destacando acordo histórico no endurecimento das sanções a Moscovo.
Por Redação
Publicado em 17/06/2026 17:44
International
@Lusa

Evian, França, 17 jun 2026 (Lusa) — O Presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que as nações que integram o G7 demonstraram uma forte mobilização com o objetivo de intensificar a pressão política e económica sobre a Rússia. As declarações foram feitas no encerramento da cimeira das sete maiores economias mundiais, um encontro que o líder francês fez questão de classificar como um "momento de unidade" e de estreita cooperação mútua.

Macron sublinhou a relevância deste passo conjunto, afirmando que o grupo se comprometeu a endurecer as medidas de retaliação através do reforço das sanções, considerando este alinhamento do G7 "extremamente importante". "É a primeira vez que temos uma convergência destas no G7. E é a primeira vez que chegamos a conclusões tão claras" no que diz respeito ao apoio à Ucrânia, sustentou o chefe de Estado francês.

Instado a comentar a postura do Presidente dos Estados Unidos, Emmanuel Macron garantiu que "sempre teve confiança" na visão do líder norte-americano sobre a guerra na Ucrânia. O governante francês frisou que mantém uma relação de frontalidade com o homólogo republicano, assumindo as divergências quando elas existem, mas realçou que, sempre que Trump assumiu um compromisso, cumpriu a palavra dada.

À margem dos trabalhos da cimeira, Donald Trump já tinha manifestado a sua disponibilidade para repor sanções severas sobre o petróleo russo, que representa o principal motor financeiro de Moscovo para sustentar o esforço militar em território ucraniano. O Presidente norte-americano, que também esteve reunido com o líder ucraniano Volodymyr Zelensky, defendeu publicamente que a Rússia "devia chegar a um acordo", lembrando o elevado número de baixas humanas sofridas por ambos os países no conflito.

Para Emmanuel Macron, a reunião de três dias em solo francês saldou-se num verdadeiro "sucesso", permitindo que os líderes das principais potências ocidentais superassem meses de desalinhamento para coordenarem respostas conjuntas às crises internacionais e aos desafios estruturais da atualidade. Na comitiva em Evian estiveram presentes as lideranças da França, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Reino Unido, Itália e Jápo.

O Presidente francês reconheceu que o fórum aconteceu num contexto internacional "extremamente difícil", muito marcado pela fragmentação e por clivagens profundas entre aliados tradicionais. Contudo, a cimeira serviu para restabelecer pontos de consenso em dossiers estratégicos de segurança económica, energia, comércio, desenvolvimento e inteligência artificial. Outro dos pontos altos apontados por Macron foi a abertura e o alargamento do debate a países parceiros convidados, que nesta edição incluiu nações como o Brasil, a Índia, o Quénia, a Coreia do Sul e o Egito.

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