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Israel reitera que não se retirará das zonas ocupadas no Líbano
Comando militar evoca "necessidades operacionais" para manter tropas no país vizinho, desafiando o novo entendimento diplomático assinado entre Washington e Teerão.
Por Redação
Publicado em 18/06/2026 14:40
International
@Lusa

Jerusalém, Israel, 18 de junho de 2026 (Lusa) — O Exército israelita garantiu hoje que vai manter o seu contingente militar posicionado nas áreas ocupadas do território libanês. A liderança militar justificou a decisão com imperativos operacionais de segurança no terreno, uma tomada de posição que surge à margem do recente memorando de cooperação diplomática estabelecido entre as administrações dos Estados Unidos e do Irão.

Através de uma nota oficial, as Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a intenção de manter o destacamento e divulgaram um mapa detalhado com a localização atual das suas companhias no sul do Líbano — uma operação terrestre que teve início em março passado devido à escalada regional. De acordo com o comunicado, as tropas encontram-se fixadas numa faixa de segurança que se estende por cerca de dez quilómetros no interior da fronteira libanesa, com a missão declarada de neutralizar focos de instabilidade e salvaguardar as populações civis do norte de Israel.

As cartas militares atualizadas comprovam que o exército israelita efetuou progressões territoriais nas últimas semanas, ultrapassando os limites da linha de defesa delineada em abril e aproximando-se da cidade de Nabatiyeh. Este avanço acontece num momento de forte pressão em Beirute, onde o Hezbollah e o regime de Teerão exigem a desocupação imediata do país. Embora existam canais formais de negociação ativos entre os executivos israelita e libanês para um eventual cessar-fogo — que prevê o desarmamento do Hezbollah —, o grupo xiita recusa ceder nas exigências enquanto houver botas israelitas em solo nacional.

A nível diplomático, Washington prepara-se para acolher uma quinta ronda de conversações bilaterais na próxima semana, apesar das fortes críticas do Hezbollah ao processo. A conjuntura regional conheceu um volte-face com a assinatura remota, por parte de Donald Trump e Masoud Pezeshkian, de um memorando de entendimento para tentar conter o conflito que explodiu no final de fevereiro. Este pacto abre uma janela de 60 dias para debater o dossiê nuclear e o alívio das sanções económicas a Teerão, mas peca por omitir o programa de mísseis balísticos iraniano, precisamente um dos pontos que mais preocupa Telavive e que esteve na origem das trocas de ataques antes das tréguas decretadas a 8 de abril.

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