Bruxelas, 18 de junho de 2026 (Lusa) — O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, reagiu de forma positiva à forte abordagem deixada pelo secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, dirigida aos parceiros europeus. Para o líder da Aliança Atlântica, é saudável que os Estados-membros "digam a verdade uns aos outros", enquadrando este clima de debate na "transformação massiva" e complexa que a organização está a atravessar.
Rutte explicou que a mensagem de Washington serve para manter o foco sobre os países que ainda necessitam de ajustar os seus investimentos militares. O governante dos EUA partilhou as suas perspetivas com os homólogos, defendendo que a NATO deve focar-se em capacidades operacionais e na modernização de equipamentos, sugerindo ainda uma revisão da presença militar no continente europeu nos próximos seis meses para assegurar uma maior eficiência.
Um dos pontos centrais da discussão prendeu-se com o contexto internacional. O chefe do Pentágono abordou a recusa de vários países em ceder bases aéreas para apoiar operações recentes no Médio Oriente. Nações como Itália, França e Reino Unido não autorizaram a utilização dos seus territórios, ao passo que Portugal viabilizou o uso da Base das Lajes, nos Açores, sob condições estritas de proporcionalidade, necessidade e salvaguarda de alvos civis.
Questionado pelos jornalistas sobre os termos utilizados por Washington ou sobre o facto de Hegseth ter deixado a reunião antes do encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Mark Rutte preferiu focar-se no essencial. O secretário-geral evitou comentar palavras específicas, preferindo sublinhar que os EUA mantêm uma ligação clara à defesa coletiva e procuram apenas uma repartição de responsabilidades mais equitativa.