Lisboa, 18 de junho de 2026 (Lusa) — A Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou que, no decurso do Campeonato do Mundo de futebol de 2026, não irá realizar o habitual policiamento de proximidade junto dos adeptos da seleção nacional em solo norte-americano. Esta ausência decorre de uma decisão expressa por parte das autoridades dos Estados Unidos, constituindo uma rutura com o modelo de cooperação adotado em fases finais anteriores.
Em esclarecimentos prestados à agência Lusa, a força de segurança nacional adiantou que o plano delineado para esta edição não contempla a deslocação de equipas policiais portuguesas para o terreno. Em consequência, a proteção, orientação e vigilância dos apoiantes de Portugal — quer nos perímetros dos estádios, quer nos transportes públicos, áreas de lazer ou nas fan zones da Federação Portuguesa de Futebol — ficará sob a tutela exclusiva dos departamentos policiais das cidades anfitriãs e das comissões organizadoras do evento.
Historicamente, a PSP tem marcado presença ativa em Europeus e Mundiais através do destacamento de brigadas especializadas na gestão de públicos desportivos, servindo de elo de ligação entre os adeptos lusos e as polícias locais. Desta vez, o envolvimento operacional direto da polícia portuguesa estará restrito à proteção da própria comitiva da Federação Portuguesa de Futebol, tarefa assegurada por operacionais do Corpo de Segurança Pessoal que viajam integrados na delegação da equipa das quinas.
Ainda assim, Portugal mantém canais institucionais ativos no plano da partilha de dados e informações. A PSP fez saber que já tem um oficial de ligação inserido no Centro de Cooperação Policial Internacional (IPCC), instalado nos Estados Unidos, que tem como missão colaborar na troca de dados de segurança entre os diversos países envolvidos. O Mundial de 2026, que se destaca por ser o primeiro formato alargado a 48 seleções, decorre até ao dia 19 de julho, dividindo-se entre os palcos dos Estados Unidos, México e Canadá.