Jerusalém, 19 de junho de 2026 (Lusa) — O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, subiu o tom da retórica bélica e declarou esta sexta-feira que “todo o Líbano deve arder”. A posição oficial do governante surge como reação direta à confirmação da morte de quatro militares israelitas em território libanês.
Em comunicado, o ministro da ala mais radical do executivo de Telavive enviou também um recado diplomático aos aliados internacionais, afirmando que, com todo o respeito pelos norte-americanos, Israel deve deixar claro ao mundo que o sangue dos seus filhos e a segurança dos seus cidadãos não serão sacrificados.
A escalada verbal foi desencadeada por um ataque de um drone explosivo, atribuído pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) ao grupo xiita libanês Hezbollah. Segundo o comando militar, o projétil atingiu diretamente um tanque que operava no sul do Líbano, provocando a morte instantânea de quatro soldados.
Entre as baixas confirmadas encontra-se o tenente-coronel Dor Gedalya, de 32 anos. A identidade dos restantes três militares não foi revelada pelas autoridades, que optaram também por não especificar o momento exato em que a ofensiva ocorreu. Paralelamente, o exército relatou um segundo ataque na mesma região, que resultou num oficial da reserva gravemente ferido e em ferimentos ligeiros noutros três soldados.
Estas são as primeiras baixas registadas nas fileiras israelitas desde a assinatura, no passado domingo, de um memorando de entendimento histórico entre Washington e Teerão. O acordo multilateral foi desenhado com o objetivo de travar os combates nas várias frentes do Médio Oriente e pacificar a fronteira israelo-libanesa, onde Israel e o movimento xiita estão em conflito.
Contudo, a realidade no terreno continua a ser marcada pela violência extrema. O Ministério da Saúde Pública do Líbano informou que uma nova vaga de bombardeamentos aéreos conduzidos pela aviação israelita contra vários locais no sul do país provocou, pelo menos, 18 mortos e mais de 30 feridos.