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Machu Picchu acolhe a partir de hoje até 5.600 visitantes por dia em época alta
Aumento do limite diário visa dar resposta ao afluxo maciço de turistas, mas as autoridades alertam para os riscos de conservação e para as longas filas no local.
Por Redação
Publicado em 19/06/2026 10:21
International
@Lusa

Lima, 19 de junho de 2026 (Lusa) — As famosas ruínas de Machu Picchu, localizadas no sul do Peru, aumentaram a sua capacidade máxima para 5.600 visitantes diários a partir desta sexta-feira. A medida marca o arranque oficial da época alta no principal ponto turístico do país e foi confirmada por Maritza Candia, diretora da Direção Descentralizada de Cultura de Cusco, que recordou que o teto limite estava fixado, até agora, nas 4.600 pessoas por dia.

Este alargamento cumpre uma resolução do Ministério da Cultura aprovada no final do ano passado, que estipulou este teto máximo para períodos específicos de grande afluência ao longo de 2026. A cidadela inca tem registado uma procura massiva desde o mês de maio, com milhares de viajantes a chegar de comboio ou através do icónico Caminho Inca a partir da vila de Ollantaytambo.

No entanto, a forte pressão turística tem gerado longas filas e episódios de descontentamento, com visitantes a aguardar até um dia inteiro para conseguir bilhete. Para mitigar o problema, as autoridades locais decidiram manter a venda presencial de mil ingressos diários, estando ainda a avaliar uma proposta para tornar o processo mais sustentável e evitar aglomerações junto às bilheteiras.

Apesar da forte pressão dos operadores turísticos para que a capacidade seja ainda mais expandida, a direção cultural de Cusco rejeita cenários de facilismo. Maritza Candia defende que qualquer alteração futura exige estudos técnicos rigorosos sobre o estado de conservação do monumento, sublinhando que seria uma irresponsabilidade aumentar os acessos sem avaliar o impacto real na estrutura arqueológica.

A par dos desafios logísticos, subsistem alertas internacionais sobre a preservação do espaço. A organização New 7 Wonders advertiu recentemente que os problemas de infraestruturas continuam por resolver, colocando em risco o estatuto de maravilha do mundo atribuído à cidadela em 2007. Segundo a entidade, a instabilidade política do Peru tem travado a resposta governamental, mas espera-se que o vencedor das recentes eleições presidenciais de 7 de junho assuma o compromisso de revitalizar o património.

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