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Hugo Soares critica Chega por ter tentado “brincar com as pensões à 25.ª hora”
Líder parlamentar dos sociais-democratas acusa André Ventura de colocar em causa a sustentabilidade da Segurança Social na reta final das negociações da reforma laboral.
Por Redação
Publicado em 19/06/2026 14:55
Nacional
@Lusa

Lisboa, 19 de junho de 2026 (Lusa) — O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, acusou esta sexta-feira o Chega de irresponsabilidade política e de tentar usar as reformas dos cidadãos como moeda de troca na reta final das negociações para a revisão da legislação laboral. A reação surgiu em pleno hemiciclo, momentos após a proposta do Governo ter sido chumbada na generalidade com os votos contra do Chega e de toda a esquerda parlamentar.

"O que aconteceu é muito simples: à 25.ª hora, o deputado André Ventura quis pôr em causa a sustentabilidade da Segurança Social e com o PSD ninguém brinca com as pensões dos portugueses", atirou Hugo Soares numa intervenção oral direta aos deputados. O dirigente social-democrata vincou que, para a sua bancada, o futuro dos pensionistas "não é motivo de brincadeira nem de precipitações de última hora", criticando duramente a postura da liderança do Chega.

Na perspetiva do líder da bancada do PSD, o processo legislativo foi conduzido de forma séria pelo Governo e pela coligação, tanto na concertação social como nos debates parlamentares. Hugo Soares aproveitou ainda o momento para lançar uma farpa à oposição, lembrando que "muitos falam de reformas, mas poucos são capazes de as fazer".

Confrontado com o ataque da bancada do Governo, o presidente do Chega apressou-se a rejeitar as acusações de oportunismo. André Ventura defendeu-se remetendo para o histórico do partido e recordou uma notícia de maio que já espelhava a intenção de propor a redução da idade da reforma. "Se isto é última hora, nós não estamos habituados a vender-nos", retorquiu o líder do Chega.

O chumbo da proposta laboral do Executivo consumou-se após o falhanço de um entendimento de última hora entre o PSD e a bancada de André Ventura. O diploma acabou por recolher apenas os votos favoráveis dos partidos que sustentam o Governo (PSD e CDS-PP) e da Iniciativa Liberal, esbarrando na união de votos contra do Chega, PS, Livre, PCP, Bloco de Esquerda, PAN e JPP.

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