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Governo corta desconto no ISP para gasóleo e gasolina
Apesar da descida acentuada no preço dos combustíveis na próxima semana, o Ministério das Finanças decidiu ajustar o imposto e reter parte da poupança.
Por Redação
Publicado em 19/06/2026 18:35
Economia
@Lusa

Lisboa, 19 de junho de 2026 (Lusa) — O Executivo anunciou que vai reduzir o desconto extraordinário e temporário aplicado ao Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) já a partir da próxima semana. A decisão traduz-se num recuo de 1,8 cêntimos por litro no benefício do gasóleo e de 1 cêntimo por litro no caso da gasolina.

A justificação do Governo para este ajuste prende-se diretamente com o alívio que se vai registar no bolso dos consumidores. Aproveitando as previsões de uma descida acentuada nas tarifas dos combustíveis, o Ministério das Finanças decidiu recalibrar o mecanismo. Com esta alteração fiscal, os descontos temporários em vigor no continente fixam-se agora nos 24,86 euros por cada 1000 litros de gasóleo e nos 31,21 euros por cada 1000 litros de gasolina.

Mesmo com esta travagem fiscal do Estado, a próxima semana trará boas notícias para os automobilistas devido ao comportamento do mercado internacional. De acordo com fontes do setor, o preço do gasóleo deverá registar uma queda substancial de cerca de 11 cêntimos por litro, enquanto a gasolina sem chumbo irá recuar perto de cinco cêntimos.

A confirmar-se esta tendência com base nos indicadores atuais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), a partir de segunda-feira os condutores deverão encontrar a gasolina simples 95 a um preço médio estimado de 1,868 euros por litro, e o gasóleo simples nos 1,745 euros por litro. Importa notar que estes valores médios ainda podem sofrer ligeiras flutuações até ao fecho dos mercados e que o preço final nas bombas depende sempre de cada posto, da marca e da zona geográfica do país.

Esta lufada de ar fresco nos mercados energéticos globais surge na sequência de um desenvolvimento histórico no Médio Oriente. Após o pico de tensão iniciado a 28 de fevereiro, os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Irão, Massoud Pezeshkian, assinaram esta semana um memorando de entendimento que cessa as hostilidades na região, incluindo no Líbano, e reabre o estratégico Estreito de Ormuz. O documento estabelece um período de 60 dias para desenhar um acordo de paz definitivo, que será posteriormente blindado por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

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