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Chumbo da lei laboral? "Morreu uma andorinha" mas a primavera continua, diz Rangel
O Ministro dos Negócios Estrangeiros desvalorizou o impacto político da derrota parlamentar, recorrendo ao ditado popular para garantir que o rumo do Executivo se mantém firme.
Por Redação
Publicado em 19/06/2026 20:25
Nacional
@Lusa

Porto, 19 de junho de 2026 (Lusa) — O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reagiu hoje com desdém político à rejeição do pacote laboral do Governo na Assembleia da República. Recorrendo à sabedoria popular, o governante afirmou que "morreu uma andorinha e a primavera continua", assegurando que o desfecho parlamentar não belisca a estabilidade nem o caminho traçado pelo Executivo da coligação PSD/CDS-PP.

À margem das celebrações dos 25 anos da elevação do Alto Douro Vinhateiro a Património Mundial da UNESCO, que decorreram no Porto, Paulo Rangel rejeitou categoricamente a leitura de que o chumbo represente uma derrota para a equipa governativa. Em contrapartida, o ministro empurrou o prejuízo para a economia nacional e, muito concretamente, para a classe trabalhadora, que veria as suas garantias reforçadas caso a proposta tivesse avançado.

O chefe da diplomacia portuguesa lamentou a perda de avanços sociais significativos que estavam previstos no documento, especificando o aumento dos dias de férias e a introdução inovadora de licenças parentais destinadas aos avós, uma medida desenhada para melhorar a conciliação entre a carreira profissional e a assistência familiar. Segundo Rangel, estes progressos foram travados pela conjugação daquilo que apelidou de "propaganda socialista" e da "demagogia do Chega".

No plano dos ataques à oposição, o governante acusou o Partido Socialista de defender o "imobilismo", rejeitando qualquer tipo de modernização ou estímulo ao crescimento económico. O Chega mereceu críticas igualmente duras, com Rangel a apontar um comportamento puramente populista ao partido de André Ventura, acusando-o de boicotar a expansão económica do país em troca de uma disputa sobre o corte de pensões. O ministro concluiu reafirmando a intenção do Governo em manter uma agenda reformista assente numa legislação laboral flexível e dinâmica, independentemente dos bloqueios da oposição.

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