Anadia, Aveiro, 20 de junho de 2026 (Lusa) — O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, assegurou este sábado que o seu futuro político não o preocupa minimamente, deixando claro que não vergará perante intimidações ou qualquer género de pressão externa.
As declarações foram proferidas durante a sessão de abertura do 43.º Congresso Nacional do PSD, um evento que se estende até domingo no Velódromo de Sangalhos, situado em Anadia, no distrito de Aveiro.
Numa mensagem forte, que aparenta ter como alvo os críticos dentro do próprio partido, Montenegro recordou a sua recente reeleição. "Foi a terceira vez que me elegeram presidente, quase que me apetece dizer: vocês já sabem o que a casa gasta, não tomaram essa decisão por engano", afirmou, sublinhando que a sua liderança é pautada pela audácia, pelo sonho e pela capacidade de assumir riscos, recusando qualquer tipo de temor. O chefe do Executivo fez questão de notar que esta postura não advém de "arrogância ou soberba", mas sim de um profundo "desprendimento e sentido de dever".
Num discurso focado na responsabilidade governativa, Luís Montenegro defendeu que o foco deve estar na qualidade da governação e não no calendário eleitoral, numa retórica que remete para a célebre tirada do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho ("que se lixem as eleições"). De acordo com o atual líder social-democrata, a vitória nas urnas é uma consequência natural de um bom trabalho executivo, tendo o Governo a obrigação de cumprir o programa prometido aos cidadãos.
"Estamos aqui para cumprir a nossa missão de levarmos o país para a frente, com firmeza, sem ceder a nenhum tipo de pressa", rematou Montenegro antes de concluir a sua intervenção.