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Presidente colombiano confirma morte de importante chefe de dissidência das FARC
O líder dissidente Iván Jacobo Idrobo Arredondo, conhecido como "Marlon", faleceu em combate com o exército em vésperas da decisiva segunda volta das eleições presidenciais.
Por Redação
Publicado em 21/06/2026 10:57
International
@Lusa

Bogotá, 21 de junho de 2026 (Lusa) — O Chefe de Estado da Colômbia, Gustavo Petro, comunicou publicamente a morte de Iván Jacobo Idrobo Arredondo, apelidado de "Marlon", apontado pelas forças de segurança como o principal comandante das fações dissidentes das FARC que operavam sob a égide de Néstor Gregorio Vera Fernández.

"O líder máximo das frentes do Cauca, que se tinha oposto ao Governo e matado indígenas e habitantes do Cauca, conhecido por Marlon, braço direito de Iván Mordisco [alcunha de Néstor Gregorio Vera Fernández], no departamento do Cauca, foi abatido em combate", detalhou o presidente Petro através de uma publicação na rede social X.

O líder colombiano fez questão de classificar a intervenção militar como "o golpe mais duro contra as estruturas armadas da máfia" alguma vez aplicado pelo seu executivo na região sudoeste da Colômbia. Petro enfatizou que o grupo criminoso liderado por "Marlon" na região do Vale do Cauca foi desmantelado, sustentando a afirmação com o volume de armamento confiscado, as detenções efetuadas e a libertação de menores de idade. O presidente acrescentou ainda que a busca pela pacificação do país continua ativa, mas avisou que o processo exige firmeza e deve ser feito "sem ingenuidades", elogiando o desempenho das tropas oficiais como um avanço para a segurança nacional.

De acordo com o ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, o óbito de "Marlon" ocorreu na sequência de uma investida coordenada entre a Polícia e as Forças Armadas na localidade rural de San Isidro, situada em Buenaventura, no Vale do Cauca. O ministro catalogou o dissidente como o criminoso e recrutador de crianças mais temível do sudoeste colombiano, adiantando que o mesmo era alvo de um mandado de captura emitido pelos Estados Unidos devido ao seu envolvimento no narcotráfico e a parcerias com cartéis do México.

No organograma do crime organizado, "Marlon" liderava o bloco Jaime Martínez, uma das células com maior expressão no seio do Estado-Maior Central (EMC) — a fação dissidente mais relevante das antigas FARC, encabeçada pelo fugitivo Iván Mordisco. Recaiam ainda sobre o suspeito acusações de orquestrar ataques armados, extorsões a comerciantes e o controlo territorial mafioso de vastas áreas colombianas.

Segundo o historial traçado pelos serviços de inteligência, Idrobo Arredondo contava com um percurso criminal superior a década e meia. Tendo integrado a guerrilha original das FARC, chegou a cumprir pena de prisão por tráfico de armas e rebelião. Apesar do acordo de paz selado em 2016, optou por regressar à atividade clandestina no ano de 2019.

Este desfecho militar foi tornado público escassas 12 horas antes da abertura das urnas para a segunda volta das eleições presidenciais na Colômbia, que opõem o candidato da extrema-direita, Abelardo de la Espriella, ao representante da esquerda, Iván Cepeda. O tema da segurança e o combate aos grupos armados ilegais dominaram a agenda de campanha, impulsionados pela recente degradação da segurança pública em vários pontos do território.

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