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Montenegro dispara que baixar idade das reformas hoje seria cortar pensões amanhã
Em pleno encerramento do Congresso do PSD, Primeiro-Ministro pede aos portugueses que "não se deixem enganar" pelo Chega e promete demissão se for obrigado a cortar pensões.
Por Redação
Publicado em 21/06/2026 15:08
Nacional
@Lusa

Redação, 21 jun 2026 (Lusa) – No encerramento do 43.º Congresso Nacional do PSD, em Anadia, Luís Montenegro lançou duras críticas à oposição e deixou um aviso claro ao eleitorado. Sem nunca mencionar diretamente o nome do Chega, o líder social-democrata apelou a que os cidadãos "não se deixem enganar" pelas propostas daquele partido, argumentando que a redução imediata da idade de reforma resultará, inevitavelmente, num corte no valor das pensões no futuro.

O Primeiro-Ministro aproveitou o palco no Velódromo de Sangalhos para recuperar uma das suas principais promessas eleitorais, assegurando que abandonará o cargo de chefe do Executivo caso se veja confrontado com a necessidade de reduzir o valor das reformas dos portugueses. Para Montenegro, a sustentabilidade da Segurança Social e o respeito pelas gerações futuras representam valores "inegociáveis", justificando assim a intransigência do Governo na negociação da reforma laboral, que acabou chumbada na Assembleia da República.

Ao longo de uma intervenção de trinta minutos, o líder da Aliança Democrática (AD) esforçou-se por demarcar a sua linha política tanto do PS como do Chega. Montenegro acusou as forças da oposição de estarem presas a "modelos do passado" ou de agirem por mero "cálculo cínico" e conveniência mediática, contrastando essa postura com o espírito reformista e responsável do seu Executivo.

O discurso serviu também para exaltar o potencial económico de Portugal. O Primeiro-Ministro destacou a robustez das empresas nacionais e a elevada qualificação dos jovens formados no país, apontando a meritocracia e a valorização do trabalho como as grandes metas da sua governação. Antes de encerrar, Montenegro reforçou a importância do diálogo social com os parceiros económicos e reiterou o CDS-PP como o parceiro político preferencial do PSD na governação.

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