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Ministro da Presidência diz que números do INE mostram que imigração "está controlada"
António Leitão Amaro defende as medidas tomadas pelo Governo em 2024 e garante que o crescimento do PIB 'per capita' acelerou em 2025.
Por Redação
Publicado em 22/06/2026 17:12
Nacional
@Lusa

Lisboa, 22 jun 2026 (Lusa) — O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou hoje que a recente atualização demográfica feita pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) comprova que o fluxo migratório em Portugal se encontra atualmente sob controlo.

À margem de um evento em Lisboa, o governante assegurou que o executivo tomou a decisão correta no verão de 2024 ao acabar com o mecanismo de manifestação de interesse e ao regular as entradas no país. Segundo as suas estimativas, se essas medidas não tivessem sido aplicadas, os cidadãos estrangeiros poderiam representar hoje cerca de 20% do total de residentes no território nacional.

Esta tomada de posição surge após o INE ter revisto em alta os dados da população residente, fixando-a em mais de 11,4 milhões de pessoas, das quais quase 1,6 milhões são de nacionalidade estrangeira. Leitão Amaro sublinhou que estes novos indicadores provam que o diagnóstico do Governo sobre a realidade migratória estava correto e rejeitou qualquer cenário de êxodo populacional.

Impacto na economia e no envelhecimento Com a revisão da população, o INE anunciou que irá também ajustar vários indicadores por habitante, como o PIB. Sobre esta matéria, o ministro da Presidência destacou que, embora o crescimento económico 'per capita' em 2023 tenha sido afinal menor do que o anunciado, o ano de 2025 registou uma aceleração e uma subida mais expressiva por pessoa, fruto das políticas económicas introduzidas pelo atual executivo.

Os novos dados estatísticos revelam ainda um crescimento global de quase 825 mil residentes entre 2021 e 2025, impulsionado por fortes vagas migratórias, sobretudo em 2022 e 2023. Paralelamente, o INE alertou para o agravamento do envelhecimento demográfico em Portugal: em 2025, o país registou uma proporção de quase o dobro de idosos face aos jovens, contabilizando 19 idosos por cada 10 jovens.

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