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Netanyahu dá a Forças israelitas “total liberdade de ação” no Líbano
Chefe do Executivo garante que as tropas não têm restrições para atuar em território vizinho, desafiando o recente entendimento entre os EUA e o Irão.
Por Redação
Publicado em 22/06/2026 17:33
International
@Lusa

Jerusalém, Israel, 22 jun 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comunicou hoje que concedeu autonomia militar absoluta às suas tropas para neutralizar qualquer perigo, imediato ou iminente, que tenha origem em território libanês. A mensagem foi transmitida através de uma declaração em vídeo partilhada pelos seus serviços oficiais.

De acordo com o governante, as diretrizes partilhadas em conjunto com o ministro da Defesa, Israel Katz, mantêm-se firmes: os militares destacados no sul do Líbano dispõem de carta-branca para agir em defesa própria e na proteção das populações do norte de Israel. Netanyahu reforçou que as forças armadas contam com o apoio da liderança política e da nação, não enfrentando quaisquer limites nas operações realizadas no país vizinho, onde Israel controla atualmente uma área de cerca de 570 quilómetros quadrados.

Permanência sem prazo e o impasse diplomático No mesmo anúncio, o líder israelita reiterou a intenção de manter a ocupação na designada "faixa de segurança" pelo período que considerar essencial para salvaguardar os cidadãos israelitas. Esta posição surge em clara contradição com o acordo preliminar estabelecido na semana passada entre Washington e Teerão — que abrangia a situação no Líbano —, uma vez que o executivo de Netanyahu continua a defender o seu direito de ocupar solo libanês e de manter o confronto armado com o Hezbollah.

Este braço de ferro, que tem colocado entraves sistemáticos ao avanço das conversações de paz na região, tinha dado sinais de tréguas no último fim de semana, com uma redução visível dos bombardeamentos israelitas após um cessar-fogo informal acordado na passada sexta-feira.

A nível humano, o balanço da ofensiva de Israel em solo libanês, iniciada a 2 de março, já provocou 4.106 vítimas mortais e mais de 12 mil feridos, segundo as estatísticas oficiais atualizadas ontem pelo Governo do Líbano.

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