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ASAE abre três processos-crime no Rock in Rio por documentos falsos
Jovens de 16 anos usaram manipulação digital para falsificar a identidade e tentar comprar álcool no festival. Um operador económico foi autuado.
Por Redação
Publicado em 23/06/2026 18:31
Sociedade
@Lusa

Lisboa, 23 jun 2026 (Lusa) — A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) abriu três processos-crime por falsificação de documentos de identificação durante o primeiro fim de semana do Rock in Rio Lisboa 2026. A operação de fiscalização, conduzida pela Unidade Regional do Sul, detetou ainda uma infração por venda de bebidas alcoólicas a menores de idade.

Os casos criminais envolvem três jovens, todos com 16 anos, que recorreram a ferramentas digitais para alterar e falsificar os seus documentos de identificação. O objetivo dos menores era contornar a segurança e conseguir comprar bebidas alcoólicas dentro do recinto do festival.

A ASAE fez questão de lembrar que, de acordo com o Código Penal português, os jovens com idade igual ou superior a 16 anos já respondem criminalmente pelos seus atos, embora fiquem sujeitos ao regime especial de penalização devido à idade.

Para além das frentes criminais abertas contra os jovens, as brigadas da ASAE autuaram um dos pontos de venda do festival. O operador económico foi alvo de um processo de contraordenação por ter vendido álcool a clientes menores de idade, violando as regras de proteção da saúde pública.

No balanço da operação, a autoridade elogiou a postura da organização do Rock in Rio, destacando o empenho e a cooperação dos responsáveis pelo evento para ajudar a travar estas ilegalidades e garantir um recinto seguro para os milhares de festivaleiros.

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