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Petróleo Brent cai para níveis pré-conflito ao cotar-se a 71,82 dólares
Alívio na circulação marítima no Médio Oriente e o fim das sanções dos EUA ao Irão disparam otimismo nos mercados e fazem preços descer mais de 4%.
Por Redação
Publicado em 26/06/2026 19:11
International
@Lusa

Londres, 26 de junho de 2026 (Lusa) — O preço do barril de petróleo Brent, a referência para as importações portuguesas, registou hoje uma desvalorização acentuada de 4,57%, fixando-se nos 71,82 dólares no mercado de futuros para entrega em agosto. A cotação chegou mesmo a registar perdas superiores a 5% ao longo da sessão, regressando aos valores anteriores à eclosão do conflito armado no Médio Oriente.

Em Nova Iorque, o crude West Texas Intermediate (WTI) seguiu a mesma tendência de forte quebra. Por volta das 16:05 GMT, os contratos para agosto recuavam 4,05%, situando o barril nos 69,01 dólares. Os investidores mostram-se confiantes na retoma da circulação comercial no estratégico Estreito de Ormuz, desvalorizando a recente paragem nas operações de evacuação da Organização Marítima Internacional (OMI).

Antes desta suspensão — motivada por uma investida contra um cargueiro na costa de Omã —, a OMI revelou que a sua missão tinha já assegurado a saída em segurança de 2.500 tripulantes e 115 embarcações que se encontravam retidas no Golfo Pérsico.

"Mesmo com a evacuação interrompida, existem navios que continuam a navegar pela rota sul do estreito de Ormuz", esclareceu Arsenio Dominguez, secretário-geral da OMI, em conferência de imprensa.

Os dados de monitorização da plataforma Kpler confirmam esta tendência de forte atividade, com a passagem de 57 navios na quarta-feira e outros 42 na quinta-feira, incluindo petroleiros e cargueiros de matérias-primas. Esta fluidez no tráfego marítimo superou os registos de todo o período de guerra e, segundo analistas da IG, está a empurrar os preços para baixo.

Ole Hansen, especialista do Saxo Bank, sublinha que "a libertação de barris que estavam retidos gerou um excedente de oferta no curto prazo". A este fator junta-se a contração da procura por parte da China face ao período pré-guerra, o levantamento das sanções norte-americanas à exportação de hidrocarbonetos do Irão e o recente pedido do Iraque à OPEP para bombear mais crude, visando compensar o impacto financeiro sofrido com o conflito.

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