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Missão portuguesa parte de Beja para a Venezuela em aviões da Força Aérea
A equipa conjunta é composta por 64 operacionais altamente experientes e transporta 23 toneladas de ajuda humanitária. O duplo sismo já provocou quase mil mortos, incluindo 28 portugueses.
Por Redação
Publicado em 27/06/2026 10:06
Nacional
@Lusa

Lisboa, 27 de junho de 2026 (Lusa) — O contingente português mobilizado para prestar auxílio nas operações de busca, salvamento e assistência médica na sequência dos violentos sismos que assolaram a Venezuela já se encontra a caminho. A força, constituída por 64 operacionais, partiu da Base Aérea N.º 11, em Beja, a bordo de duas aeronaves das Forças Armadas portuguesas.

Segundo a informação avançada pelo Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general João Cartaxo Alves, o primeiro avião militar levantou voo às 22h22 de sexta-feira, seguido pela segunda aeronave, que descolou perto da meia-noite, às 23h57.

Esta força conjunta integra peritos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do INEM. O grupo reúne competências técnicas avançadas para a recuperação de vítimas em cenários de catástrofe e suporte médico imediato em ambiente de crise.

Os aviões transportam ainda cerca de 23 toneladas de material essencial, englobando equipamentos de proteção individual, ferramentas de desencarceramento, medicamentos, tendas, geradores e mantimentos para as populações desalojadas.

A operação — que envolveu a coordenação direta dos ministérios dos Negócios Estrangeiros, Defesa, Administração Interna e Saúde — visa, além do apoio humanitário global, prestar amparo à vasta comunidade portuguesa residente no país sul-americano.

José Ribeiro, segundo comandante nacional da ANEPC, afiançou à Lusa que a comitiva lusa tem "muita experiência" neste tipo de catástrofes e que a missão está planeada para durar 10 dias, com mais dois de reserva, em linha com o esforço internacional em curso.

O balanço oficial mais recente aponta para pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos na sequência dos dois abalos de magnitude 7,2 e 7,5 que sacudiram a Venezuela na quarta-feira, a escassos 200 quilómetros de Caracas. Entre as vítimas mortais contam-se já 28 cidadãos portugueses e lusodescendentes, permanecendo outros 85 nacionais desaparecidos. À escala global, a Organização das Nações Unidas estima que o número de pessoas cujo paradeiro é desconhecido já ultrapasse as 50 mil.

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