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Trump revela que Irão pediu uma reunião para terça-feira em Doha
Presidente norte-americano recorreu às redes sociais para anunciar encontro no Qatar, que surge na sequência de uma escalada de ataques no Estreito de Ormuz.
Por Redação
Publicado em 29/06/2026 17:09
International
@Lusa

Washington, 29 jun 2026 (Lusa) – O Chefe de Estado dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu esta segunda-feira à sua plataforma digital, a Truth Social, para anunciar que as autoridades de Teerão solicitaram a realização de um encontro diplomático agendado para terça-feira, na cidade de Doha. Até ao momento, os representantes iranianos escusaram-se a fazer qualquer comentário sobre a publicação do líder norte-americano. A declaração de Trump acabou por apanhar o panorama internacional de surpresa, uma vez que o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, tinha assegurado pouco tempo antes que não existiam quaisquer sessões de trabalho técnico agendadas para o decorrer desta semana.

A tomada de posição de Gharibabadi contrariou as perspetivas avançadas pelo Paquistão, país que tem assumido o papel de intermediário nas negociações e que tinha sinalizado a probabilidade de uma reunião ocorrer no início da semana. O potencial encontro surge na sequência de contactos de bastidores, nos quais fontes ligadas à administração norte-americana tinham sinalizado a intenção de Washington e Teerão travarem a escalada de violência dos últimos dias. A retoma formal das conversações bilaterais ficou, contudo, condicionada à garantia de que a navegação comercial possa fluir sem restrições nem ameaças no Estreito de Ormuz.

O clima de tensão militar na região deteriorou-se acentuadamente após as forças iranianas terem intercetado e atacado uma embarcação comercial com pavilhão de Singapura. A Casa Branca classificou o ato como uma quebra direta dos compromissos assumidos, respondendo com bombardeamentos aéreos punitivos contra posições em solo iraniano. Em contrapartida, o governo do Irão acusou os norte-americanos de violarem os termos do cessar-fogo e retaliou visando infraestruturas e posições dos EUA em vários pontos do Médio Oriente. Teerão continua a vincar que detém o controlo exclusivo sobre a segurança daquela rota marítima vital, rejeitando ingerências externas que possam atrasar a normalização do tráfego local.

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