O Governo determinou, esta semana, a elevação do estado de prontidão da Proteção Civil para o Nível 3 em todo o território nacional. A medida, de caráter preventivo, entra em vigor de forma imediata e deverá prolongar-se pelos próximos dias, face às previsões de condições meteorológicas adversas que aumentam significativamente o risco de incêndios rurais.
O Nível 3 de alerta implica um reforço direto nas capacidades de resposta operacional. Na prática, isto significa que o dispositivo de combate a incêndios — que inclui bombeiros, Força Especial de Proteção Civil, GNR e outras entidades do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) — passa a operar com uma capacidade de mobilização mais elevada e um tempo de resposta reduzido perante qualquer ocorrência.
Recomendações e restrições
As autoridades sublinham que, neste período, a regra de ouro é a prevenção. O estado de alerta elevado pressupõe que qualquer negligência pode ter consequências graves. Por isso, a Proteção Civil apela aos cidadãos para que observem estritamente as seguintes orientações:
Proibição de queimadas: Está estritamente proibida a realização de queimadas e queimas de sobrantes, prática comum nesta época mas altamente perigosa sob estas condições climáticas.
Restrições no uso de maquinaria: Deve-se evitar o uso de maquinaria agrícola ou florestal em zonas de vegetação, dado o risco de ignição por faíscas.
Vigilância ativa: A população é encorajada a reportar imediatamente qualquer avistamento de fumo ou fogo através do número de emergência 112 ou, em caso de dúvida, contactar as forças locais.
Comportamento nas florestas: É recomendado evitar o acesso, circulação e permanência nas áreas florestais identificadas como sendo de maior risco, conforme indicação das autoridades locais.
A medida surge num momento em que a conjugação de temperaturas elevadas, baixa humidade e vento forte torna a vegetação altamente inflamável. O Executivo continuará a monitorizar a situação hora a hora, podendo manter ou alterar o nível de alerta consoante a evolução das condições do tempo e o comportamento da mancha florestal durante este período crítico.
Fonte- Lusa