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Mais de 1.300 operacionais enfrentavam dois principais fogos rurais às 05:00
O incêndio de Vouzela, que já destruiu 13 mil hectares, continua a ser o cenário mais crítico do país e a concentrar a quase totalidade dos meios de socorro.
Por Redação
Publicado em 05/07/2026 09:33 • Atualizado 05/07/2026 09:35
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@Lusa

Redação, 05 jul 2026 (Lusa) — O combate aos grandes incêndios rurais em Portugal Continental mobilizava, na madrugada deste domingo, um contingente superior a 1.300 bombeiros e elementos das forças de socorro. Segundo os dados oficiais divulgados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), a atenção dos operacionais estava focada em duas grandes frentes ativas às 05:00.

O foco mais preocupante e destrutivo localiza-se em Vouzela, no distrito de Viseu. Este fogo, que começou na passada quinta-feira na localidade de Tourelhe, alastrou-se de forma violenta aos concelhos vizinhos de Oliveira de Frades, Tondela e ainda a Águeda, já no distrito de Aveiro. Só nesta gigantesca frente de fogo estavam empenhados 1.244 operacionais apoiados por 418 viaturas. Devido à sua extrema complexidade e aos 13 mil hectares já consumidos pelas chamas, a Proteção Civil decidiu concentrar neste local os aviões anfíbios enviados pela ajuda internacional europeia.

A outra ocorrência de relevo registava-se no concelho de Santo Tirso, no distrito do Porto, afetando a União das Freguesias de Carreira e Refojos de Riba de Ave. Por volta das 05:00, este incêndio contava com a intervenção de 108 operacionais e 32 viaturas, numa operação que se mantém ativa desde o meio da tarde de sábado.

Perante as previsões meteorológicas de calor extremo para os próximos dias, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, avisou que o país irá enfrentar um período muito adverso na próxima semana. O governante admitiu que, caso as temperaturas elevadas se mantenham, o Governo deverá prolongar o estado de alerta em território nacional de forma a garantir uma resposta rápida e preventiva.

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