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Fenprof vai avançar com queixa na PGR a pedir inquérito à classificação dos exames
Sindicato denuncia "caos e falta de fiabilidade" em nova plataforma digital e acusa Ministério de desespero ao distribuir exames para corrigir em pleno fim de semana.
Por Redação
Publicado em 12/07/2026 13:04
Nacional
@Lusa

Lisboa, jul 2026 (Lusa) — A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou que vai recorrer à Procuradoria-Geral da República (PGR) para exigir uma investigação urgente ao processo de correção eletrónica dos exames nacionais do ensino secundário. A queixa será formalizada na próxima sexta-feira, coincidindo com o dia previsto para a afixação das notas.

Em causa estão as constantes falhas técnicas no novo modelo adotado este ano. Embora os alunos dos 11.º e 12.º anos continuem a realizar as provas em papel, os exames passaram a ser digitalizados para que os professores os avaliem através de uma plataforma informática. Contudo, o sistema tem sido marcado por fortes constrangimentos desde o início, com os docentes a denunciarem atrasos graves, erros na digitalização das respostas dos estudantes e falhas no próprio programa de distribuição.

Com o prazo limite de correção adiado para a próxima terça-feira, a Fenprof acusa o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de agir em "desespero" ao enviar pacotes massivos de exames para os professores avaliarem em pleno fim de semana. O sindicato avisa que as férias de muitos profissionais correm o risco de ser adiadas devido à expectável vaga de pedidos de reapreciação de prova que estes erros vão motivar.

A estrutura sindical reagiu ainda com "estupefação" ao anúncio feito pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, de que o Governo vai pagar horas extraordinárias pelo trabalho do fim de semana. A Fenprof critica o facto de a medida ter sido apresentada por um partido como se fosse um "prémio" ou um favor, lembrando que o Executivo continua sem resolver os problemas crónicos de sobrecarga laboral e ilegalidades nos horários que afetam a classe docente.

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