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Administradora de insolvência ordena encerramento imediato de todas as atividades do Boavista Futebol Clube
Decisão de Clarisse Barros surge após falha no depósito de verbas essenciais. Modalidades e serviços têm até 31 de julho para desocupar e entregar as chaves do Estádio do Bessa.
Por Redação
Publicado em 15/07/2026 22:02 • Atualizado 15/07/2026 22:03
Desporto
@Lusa

PORTO, 15 de julho de 2026 – O Boavista Futebol Clube vive hoje um dos capítulos mais negros da sua centenária história. A administradora de insolvência do clube, Maria Clarisse Barros, executou esta quarta-feira o encerramento imediato de todas as atividades da instituição. A medida afeta diretamente o funcionamento diário do clube, as suas modalidades desportivas e o complexo do Estádio do Bessa Século XXI.

A decisão extrema surge na sequência do incumprimento dos pressupostos financeiros estipulados no plano de insolvência. Segundo fontes próximas do processo, o Boavista falhou o depósito da verba destinada a cobrir o défice das modalidades e as despesas correntes de funcionamento relativas ao mês de junho. Sem perspetivas de angariação de fundos para suportar os custos operacionais do corrente mês de julho, a administração judicial viu-se obrigada a travar o aumento do passivo da massa insolvente, encerrando as instalações.

Um adeus forçado até ao fim do mês

A ordem de encerramento impõe a suspensão imediata de toda a atividade desportiva amadora e formativa que decorria sob a alçada do clube. Os responsáveis pelas diversas secções e modalidades foram já notificados e dispõem de um prazo limite — até 31 de julho de 2026 — para agendar a recolha dos seus pertences e efetuar a entrega das chaves das respetivas instalações.

A partir dessa data, o emblemático Estádio do Bessa e os seus espaços adjacentes ficarão totalmente desocupados e encerrados, aguardando-se os próximos passos legais daquele que deverá ser o processo de dissolução e liquidação do clube fundado em 1903.

Nota de Contexto: O Clube e a SAD

Importa salientar que esta medida de encerramento atinge o Boavista Futebol Clube (a casa-mãe que gere as modalidades de pavilhão e as infraestruturas). A Boavista SAD, entidade autónoma que gere o futebol profissional do clube, encontra-se sob uma administração e processo jurídico distintos. Embora também enfrente uma gravíssima asfixia financeira, a SAD não é abrangida de forma direta por este encerramento imediato das atividades do clube, continuando a tentar encontrar vias de viabilização.

Fonte - zerozero (Portal informação de desporto)

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