Teerão, 19 jul 2026 (Lusa) – As forças armadas dos Estados Unidos desencadearam este domingo uma nova vaga de incursões aéreas em território iraniano. A operação militar surge como reação direta à morte de dois operacionais norte-americanos, vítimas de ataques com projéteis e engenhos voadores não tripulados atribuídos a milícias ligadas a Teerão.
De acordo com uma nota partilhada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) na plataforma digital X, as manobras foram validadas diretamente pelo Presidente Donald Trump. O objetivo de Washington passa por asfixiar o potencial militar do Irão no Estreito de Ormuz — salvaguardando as rotas da marinha mercante — e ripostar contra as posições do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica, apontado como autor da ofensiva de sábado na Jordânia.
Do lado iraniano, os órgãos de comunicação estatais e locais confirmaram que os caças norte-americanos atingiram infraestruturas portuárias em Sirik, mesmo em frente ao canal estratégico de Ormuz, além de alvos na região de Hajiabad. Em resposta imediata, o exército de Teerão ativou drones de carga explosiva contra duas infraestruturas militares norte-americanas localizadas no vizinho Kuwait.
"Infligir-lhes-emos custos ainda mais elevados do que em contendas passadas", advertiu o general Ali Abdollahi, comandante das forças iranianas, assegurando uma retaliação implacável.
A perda dos dois soldados norte-americanos eleva para 16 o número de baixas confirmadas pelos EUA desde o recrudescimento da crise em fevereiro. Este novo episódio de violência coloca em xeque o acordo de tréguas alcançado no passado mês de abril, empurrando o Médio Oriente para um cenário de instabilidade militar sem precedentes na região.