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Navio bombardeado por projétil ao largo dos Emirados Árabes Unidos
Tensão militar atinge o pico no Médio Oriente após o Irão travar o tráfego petrolífero em Ormuz e colocar o comércio mundial de combustível sob fogo direto.
Por Redação
Publicado em 20/07/2026 21:56
International
@Lusa

Londres, 20 jul 2026 (Lusa) – Um barco mercantil foi alcançado por um engenho explosivo nas imediações da costa dos Emirados Árabes Unidos, revelou esta segunda-feira a agência de vigilância marítima do Reino Unido (UKMTO). O incidente ocorre num cenário de acentuada escalada militar entre as forças dos Estados Unidos e do Irão no controlo das rotas marítimas do Golfo.

Em nota oficial, a autoridade britânica detalhou que a embarcação sofreu estragos no sistema de leme e navegação após o impacto de um projétil de origem não identificada. A tripulação saiu ilesa da ocorrência e não foram detetados derrames de combustível ou danos ambientais.

A agressão junta-se a um rasto de incidentes graves registados na mesma região ao longo das últimas horas. A UKMTO informou que um outro navio foi igualmente atingido por um míssil na zona do Estreito de Ormuz, provocando um incêndio violento que obrigou à evacuação de emergência dos marinheiros a cerca de 15 quilómetros da costa de Omã.

Fonte da consultoria de risco marítimo MARISKS adiantou que dois petroleiros de armadores gregos — o Kavomaleas e o VLCC Acheloos — foram alvo de ataques durante a noite quando navegavam na passagem estratégica.

Paralelamente, a Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou a neutralização de duas embarcações de transporte de crude que tentavam cruzar o estreito sem a chancela de Teerão, confirmando que os navios "explodiram e ficaram imobilizados".

Com o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte do regime iraniano e a resposta de Washington com o cerco aos portos de Teerão, o abastecimento petrolífero internacional enfrenta horas críticas. A situação agrava-se com a ameaça dos rebeldes Houthis no Iémen em bloquear também a passagem de Bab el-Mandab.

A perspetiva de uma paralisação simultânea nestes dois pontos nevrálgicos do comércio marítimo levanta sérios alertas entre os analistas internacionais, antecipando um choque sem precedentes na cadeia global de abastecimento de energia.

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