MENU
Debate televisivo com candidatos à liderança da ONU arranca hoje e abre processo a uma audiência global
Seis aspirantes à sucessão de António Guterres sobem ao palco da Assembleia-Geral em Nova Iorque para um embate histórico de 90 minutos transmitido para todo o mundo.
Por Redação
Publicado em 23/07/2026 06:30
International
@Lusa

Nações Unidas, 23 jul 2026 (Lusa) — O plenário da Assembleia-Geral das Nações Unidas acolhe esta quinta-feira um inédito debate televisivo entre os seis candidatos à sucessão de António Guterres na liderança do organismo internacional. A iniciativa, promovida pela presidente da Assembleia-Geral, a alemã Annalena Baerbock, em parceria com a empresa de comunicação Bloomberg, visa abrir o processo de seleção do novo secretário-geral à fiscalização pública e reforçar a transparência do multilateralismo num momento crítico da geopolítica mundial.

O evento terá a duração de 90 minutos, com início marcado para as 22:00 (hora de Lisboa), e contará com a moderação dos jornalistas Haslinda Amin e Romaine Bostick. Com transmissão global em direto através da UN Web TV e das redes da Bloomberg, o debate permitirá aos pretendentes expor as suas visões estratégicas para o futuro da organização e responder a questões prementes formuladas por jornalistas e por membros da sociedade civil.

Na corrida ao mais alto cargo diplomático do mundo estão seis personalidades de relevo internacional: a antiga presidente chilena Michelle Bachelet, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Mariano Grossi, a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, o antigo presidente senegalês Macky Sall, a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros do Equador María Fernanda Espinosa Garcés e a diplomata guianense Carolyn Rodrigues-Birkett.

A realização deste embate público ganha especial relevância numa fase em que a comunidade internacional exige maior representatividade e renovação. Paralelamente ao princípio não escrito de rotação geográfica, que esta época favorece a América Latina, cresce também a pressão para que as Nações Unidas elejam, pela primeira vez nos seus 80 anos de história, uma mulher para liderar o Secretariado-Geral.

Apesar do impacto mediático e da transparência introduzida por este debate, a decisão vinculativa continua a pertencer ao Conselho de Segurança da ONU. Os 15 membros do órgão — sob a influência determinante dos cinco membros permanentes com direito de veto — darão início ao processo formal de escolha até ao final de julho, prevendo-se que o nome do sucessor de António Guterres seja chancelado pela Assembleia-Geral no outono, para assumir funções a 1 de janeiro de 2027.

Comentários