Madrid, 24 jul 2026 (Lusa) — O grande incêndio que devasta a região de Madrid atingiu um ponto crítico e permanece completamente fora de controlo. O conselheiro do governo autonómico de Madrid para o Ambiente, Agricultura e Interior, Carlos Novillo, admitiu publicamente no posto de comando das operações que as condições atuais tornam inviável a extinção do fogo nesta fase.
A presidente da comunidade autónoma, Isabel Díaz Ayuso, já classificou este episódio como o pior incêndio da história da região de Madrid. Três frentes distintas localizadas a poucas dezenas de quilómetros da capital acabaram por se fundir durante a manhã numa única vaga de destruição.
“Neste momento, é evidente que o incêndio está no seu auge; é impossível extingui-lo”, declarou Carlos Novillo numa conferência de imprensa no posto de comando operacional.
A progressão do fogo está a afetar gravemente a população local. Apenas na região de Madrid, mais de 40.000 pessoas viram a sua vida alterada, registando-se 26.000 evacuações preventivas e milhares de moradores sujeitos a ordens de confinamento nas suas localidades. Na vizinha província de Ávila, em Castela e Leão, contam-se mais 1.500 desalojados, não estando descartadas novas retiradas nas próximas horas.
Perante a gravidade da emergência, o Governo espanhol declarou o estado de emergência e acionou o mecanismo europeu de proteção civil para solicitar quatro meios aéreos adicionais aos aliados comunitários. O primeiro-ministro Pedro Sánchez e o ministro da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska, confirmaram que o país enfrenta uma situação dramática com mais de uma dezena de grandes fogos ativos, num ano em que a área ardida em Espanha já ultrapassou os 130 mil hectares.