Zurique, 28 jul 2026 (Lusa) — A FIFA anunciou esta terça-feira a intenção de captar até 4,2 mil milhões de dólares mediante a alienação de participações minoritárias nos direitos comerciais das suas competições, incluindo o Campeonato do Mundo. O projeto prevê a criação da FIFA Forward Enterprise, uma subsidiária destinada a receber investimento privado que, segundo o organismo, permitirá injetar mais de 10 mil milhões de dólares no desenvolvimento da modalidade a nível global.
Apesar da garantia de que a entidade manterá o controlo regulamentar, desportivo e das competições, o plano gerou imediata rejeição por parte da UEFA. A instituição europeia criticou duramente a iniciativa de abrir o capital das provas a fundos de investimento, argumentando que a governação e a essência da modalidade não podem ser tratadas como mercadoria.
“Nenhum de nós é proprietário do futebol. Não pertence à FIFA para o vender”, reagiu a UEFA através de um comunicado oficial.
A proposta, que conta com o apoio financeiro do banco J.P. Morgan e atrai fundos ligados a figuras próximas da administração norte-americana, surge num momento em que a proximidade da FIFA ao poder político dos Estados Unidos e a gestão da bilheteira do Mundial2026 estão sob forte escrutínio das autoridades legislativas e judiciais daquele país.