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Tensões geopolíticas e crise em Ceuta ameaçam ambiente do Mundial 2030
Surgem apelos ao boicote contra Marrocos devido à pressão migratória nas fronteiras espanholas, enquanto a escolha do palco da grande final divide os organizadores.
Por Redação
Publicado em 05/08/2026 13:53
Desporto
Arquivo (Lusa)

 

A recente crise migratória no enclave de Ceuta voltou a acender os alarmes nas relações diplomáticas entre Espanha e Marrocos, projetando uma sombra sobre os preparativos para o Campeonato do Mundo de Futebol de 2030, prova que os dois países organizam em parceria com Portugal. A entrada em massa de milhares de pessoas em território espanhol reabriu velhas feridas geopolíticas e levou já forças políticas ibéricas a defenderem o afastamento de Rabat do projeto conjunto.

Apesar da turbulência política, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) assegura estar a acompanhar a evolução dos acontecimentos de forma serena e em contacto constante com os parceiros espanhóis e marroquinos, garantindo que, para já, a viabilidade da prova não está em risco. O plano prevê que a competição decorra maioritariamente em solo ibérico e marroquino, mantendo-se a nota histórica do arranque da prova no Uruguai, Argentina e Paraguai, numa homenagem ao centenário da competição.

Em plano de fundo, contudo, intensifica-se o braço de ferro de bastidores em torno do local que acolherá o jogo decisivo do torneio. Enquanto Madrid e Barcelona reivindicam a receção da grande final com base na tradição europeia e no prestígio dos seus recintos, a diplomacia desportiva de Marrocos move influências junto dos altos quadros da FIFA — beneficiando do apoio explícito do seu presidente, Gianni Infantino — para levar a partida para o novo e colossal estádio que está a ser edificado em Casablanca.

Fonte -Observador

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