Cidadãos afetados pela derrocada do Banco Espírito Santo (BES) concentraram-se esta sexta-feira em Espinho para exigir a intervenção do Estado no ressarcimento dos fundos perdidos. Em causa estão valores que variam entre os 10 milhões de euros — respeitantes a duas dezenas de clientes sem qualquer ressarcimento — e centenas de milhões de euros para cerca de 10 mil lesados (onde se incluem milhares de emigrantes) que apenas reouveram uma fração das suas poupanças.
O protesto foi convocado pela Associação Lesados Sistema Bancário (ALSB) e teve lugar junto à Praia da Baía. A escolha do local foi estratégica, por se situar a pouca distância da residência pessoal do Primeiro-Ministro. Os manifestantes alegam que cabia ao Estado executar a devolução do capital, uma vez que a instituição que sucedeu ao antigo banco dispunha de liquidez suficiente para saldar estas obrigações.
Representantes da associação sublinham que, aquando do processo de resolução bancária, foi constituída uma conta fiduciária (escrow) por determinação do Banco de Portugal com o propósito de salvaguardar as verbas dos clientes de retalho. Sustentam, por isso, que o desvio dessas garantias transferiu a responsabilidade para o Ministério das Finanças e para o Governo, a quem pedem agora a liquidação do diferendo e a devolução total das verbas.
Fonte- Lusa