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Avanço da Inteligência Artificial e Estagnação Económica Voltam a Disparar Desemprego Jovem no Mundo
Relatório da OIT revela que a probabilidade de um jovem estar desempregado é quatro vezes superior à de um adulto, afetando mais de 67 milhões de pessoas.
Por Redação
Publicado em 15/08/2026 10:18 • Atualizado 15/08/2026 10:35
Sociedade
TN

O mercado de trabalho global para as novas gerações sofreu uma nova deterioração. Segundo dados recentemente divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem cerca de 67 milhões de jovens (entre os 15 e os 24 anos) desempregados em todo o mundo, fixando a taxa de desemprego jovem nos 12,4%. Este número reflete uma subida em relação aos mínimos históricos registados em 2023, agravada pelo facto de um em cada cinco jovens (257 milhões) não estar a trabalhar, a estudar nem em formação.

Os especialistas da OIT justificam esta inversão de tendência com a combinação entre o abrandamento do crescimento económico global, o aumento das tensões geopolíticas e a rápida expansão da Inteligência Artificial (IA). De acordo com a organização, as ferramentas de IA estão a impactar fortemente as funções de qualificação média — como cargos administrativos e de escritório —, ocupações que tradicionalmente serviam como principal porta de entrada dos jovens no mercado laboral. A OIT calcula que cerca de 6,1% dos empregos ocupados por esta faixa etária enfrentam um elevado risco de substituição tecnológica.

O impacto faz-se sentir de forma distinta entre regiões:

Norte de África e Estados Árabes: Lideram as taxas de desemprego jovem mais elevadas, atingindo os 22,6% e 26,2%, respetivamente.

Europa Ocidental e América do Norte: Registaram os maiores crescimentos recentes na taxa de desemprego devido à forte exposição à IA, fixando-se nos 15% e 9,8%.

África Subsariana: Apresenta a taxa mais baixa (8,4%), contudo enfrenta o desafio severo da precariedade, com cerca de 90% dos jovens remetidos para o trabalho informal.

Perante este cenário, o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, apelou a políticas urgentes que promovam o trabalho digno e protegido, sublinhando que criar empregos de qualidade para as novas gerações é um dos investimentos mais estratégicos que as nações podem fazer para evitar um agravamento da crise social.

Fonte- CNN Portugal 

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