O incremento na disponibilização de alojamento académico não tem sido suficiente para conter a subida nos encargos com a habitação para os estudantes universitários que estudam fora da sua área de residência. A oferta adicional de leitos no mercado não se traduziu numa redução dos preços praticados, mantendo a pressão orçamental sobre as famílias dos jovens deslocados.
O desequilíbrio entre a procura persistente e o custo do arrendamento continua a criar barreiras no acesso ao ensino superior, uma vez que a inflação no sector imobiliário suplanta os esforços de reforço de capacidade das redes residenciais. O cenário afeta sobretudo as grandes áreas metropolitanas e os centros urbanos de maior densidade académica, onde os quartos disponíveis continuam a atingir valores recorde.
Sem uma regulação que acompanhe o crescimento da oferta ou apoios sociais reforçados para o alojamento, a deslocação para estudar continua a representar um dos maiores obstáculos financeiros para a comunidade estudantil em Portugal.
Fonte - Lusa