O autarca lisboeta, Carlos Moedas, voltou a cobrar publicamente ao Executivo o reforço do efetivo policial na cidade, sublinhando que escasseiam os meios prometidos há mais de três meses. Em causa está o compromisso assumido pelo Primeiro-Ministro de alocar à capital mais 200 elementos para a Polícia de Segurança Pública e 100 operacionais para a Polícia Municipal.
As declarações surgiram à margem da homenagem ao Dia Municipal do Bombeiro — assinalado na Rua do Carmo a propósito do aniversário do trágico incêndio do Chiado de 1988 —, onde o líder da autarquia enfatizou que a segurança de Lisboa exige uma presença ostensiva e contínua nas ruas, e não apenas intervenções pontuais.
Moedas salientou que já abordou o ministro da Administração Interna, Luís Neves, para cobrar celeridade no processo. Reconheceu a complexidade do atual momento marcado pela época dos fogos florestais, mas reiterou que o cumprimento do acordo é indispensável para devolver a tranquilidade aos cidadãos.
Na sequência do recente incidente na Baixa, no qual uma turista ficou ferida por uma bala perdida no âmbito do combate ao tráfico marginal, o autarca aproveitou para apelar a uma moldura penal e a uma atuação judicial mais rigorosas. A par das exigências ao Governo, o autarca confirmou a realização de uma reunião do Conselho Municipal de Segurança nos próximos dias para analisar o planeamento operacional na cidade.
Fonte - Lusa