A central de triagem e coordenação de emergências do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vai manter um nível de atividade muito próximo da normalidade nos dias de paralisação convocados pelos profissionais do setor. O plano de serviços mínimos acordado assegura que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) operará com 90% do seu dispositivo habitual.
A determinação destas quotas operacionais resulta do diálogo entre a tutela, a administração da instituição e as estruturas representativas dos trabalhadores. O principal objetivo passa por prevenir falhas graves no atendimento e encaminhamento de chamadas de urgência — um ponto crítico que havia gerado acrescida preocupação pública e institucional em anteriores greves no setor da saúde.
Além da resposta aos telefonemas via 112, a fixação dos serviços mínimos contempla também contingentes para a manutenção no terreno de ambulâncias e equipas de socorro pré-hospitalar em pontos estratégicos. Desta forma, fica salvaguardada a prestação de assistência a situações classificadas de risco de vida ou de extrema gravidade.
Embora o protesto dos técnicos do INEM se mantenha agendado devido a reivindicações de valorização profissional e melhoria de condições de trabalho, a garantia de uma cobertura de 90% no CODU procura harmonizar o direito à greve com a segurança e proteção da saúde dos cidadãos.
Fonte - Lusa