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Porto Oriental volta a ser descoberto a pé com nova temporada de “Caminhos a Oriente”
Quatro caminhadas participadas vão explorar, em setembro, histórias, memórias, associações, futebol e património industrial da zona oriental da cidade
Por Redação
Publicado em 04/09/2026 21:46
Cultura
Foto:Inês Aleixo

O projeto “Caminhos a Oriente” está de regresso ao Porto para uma segunda temporada, levando novamente os participantes a descobrir a zona oriental da cidade através de caminhadas que cruzam cultura, arte, história e memória.

Promovido pelo Matadouro – Centro Cultural do Porto, o programa arranca no próximo domingo, 6 de setembro, com uma caminhada orientada pelo psicólogo Pedro Ferreira, dedicada ao tema “Sociabilidades Sociais – entre solidariedade e associativismo”. O percurso vai centrar-se nas diferentes associações e entidades de ação social que se foram desenvolvendo no Vale de Campanhã.

A programação prossegue a 13 de setembro, desta vez em Godim, com o artista visual Miguel Pipa a conduzir uma reflexão sobre a relação entre natureza e espaço urbano. A caminhada, intitulada “Todos os jardins são de interior – futuros provisórios em Godim”, terá início no armazém Oriente 2000 e terminará na Rua Particular dos Ferroviários.

No dia 20, o futebol assume o protagonismo. “Do Estádio ao campo de Bairro – Futebol, cidade e identidades no Porto Oriental” será orientada pelo historiador Gaspar Martins Pereira. O percurso começa no Estádio do Dragão e percorre diferentes clubes e campos de futebol da zona oriental, terminando na Rua Barros Lima, onde será feita uma leitura pré-inaugural de uma exposição dedicada às várias formas de viver o futebol naquela parte da cidade.

A última caminhada de setembro acontece no dia 27 e será conduzida pela investigadora Maria João Antunes. Sob o tema “Paisagens do Trabalho – Da Lomba à Casa Sindical”, os participantes vão conhecer memórias, vestígios e marcas deixadas pelo processo de industrialização que transformou a zona oriental do Porto.

Ao longo deste percurso, serão abordados não apenas os espaços e vestígios materiais ligados à antiga atividade industrial, mas também as histórias dos trabalhadores, as suas condições de vida e as formas de organização, associação e reivindicação coletiva que marcaram esses territórios.

O projeto pretende transformar o ato de caminhar numa ferramenta de descoberta e interpretação da cidade, permitindo que os participantes contribuam também com as suas próprias experiências e perspetivas sobre os lugares percorridos.

As inscrições para as quatro caminhadas encontram-se já esgotadas. Ainda assim, os interessados podem tentar integrar a lista de espera, através do contacto de email disponibilizado pela organização.

A programação completa da segunda temporada de “Caminhos a Oriente” pode ser consultada no site do Matadouro – Centro Cultural do Porto.

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