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Abertura Da 81.ª Assembleia-Geral Da ONU Focada Em "Restaurar A Confiança"
A derradeira sessão do secretário-geral português em Nova Iorque fica marcada pelo arranque da corrida à sua sucessão e por cimeiras cruciais sobre o clima, pandemias e desarmamento nuclear.
Por Redação
Publicado em 07/09/2026 11:01
International
@Lusa

Nações Unidas, 07 set 2026 (Lusa) — A 81.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas (UNGA81) arranca esta terça-feira na sede da organização, em Nova Iorque, sob o lema "Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação". Os trabalhos marcam a última participação de António Guterres enquanto secretário-geral, cargo que abandonará no final de dezembro após completar dois mandatos consecutivos de cinco anos.

A abertura formal da sessão contará com a tomada de posse do diplomata e ministro dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh, Khalilur Rahman, como novo presidente da UNGA81 para o mandato de um ano. Paralelamente aos debates sobre paz e desenvolvimento, os corredores diplomáticos na sede da ONU deverão ser dominados pela corrida à sucessão da liderança máxima do organismo internacional.

A agenda do encontro estende-se ao longo do mês de setembro com diversos momentos marcantes. A partir de 18 de setembro, a iniciativa "Momento ODS" vai reunir intervenientes para impulsionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O ponto alto ocorre entre 22 e 28 de setembro com o Debate Geral de Alto Nível, que junta chefes de Estado e de Governo de todo o mundo — incluindo o primeiro-ministro português, Luís Montenegro —, com o Brasil a abrir tradicionalmente as intervenções.

Paralelamente, a 23 de setembro, António Guterres acolhe uma Cimeira do Clima focada no fortalecimento do compromisso ambiental, no mesmo dia em que se assinala o 40.º aniversário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento. As reuniões de alto nível prosseguem nos dias seguintes para abordar a ameaça da subida do nível do mar (24 de setembro), a preparação global contra futuras pandemias (25 de setembro), o combate ao racismo com base no plano de Durban (28 de setembro) e a promoção da eliminação total das armas nucleares (29 de setembro).

A Assembleia-Geral reúne os 193 Estados-membros em pé de igualdade num momento crítico da geopolítica mundial. Este ciclo ganha especial relevância para a diplomacia nacional, uma vez que Portugal integrará o Conselho de Segurança da ONU como membro não-permanente durante o biénio 2027–2028.

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