Lisboa, 08 set 2026 (Lusa) — O ministro da Administração Interna, Luís Neves, garantiu esta terça-feira na Assembleia da República que não irá apresentar o seu pedido de demissão, sublinhando que a sua continuidade no executivo depende exclusivamente da decisão do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
A posição foi perentória durante a audição regimental na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde o governante respondeu às interpelações da oposição. Questionado pelo deputado do Chega Pedro Pinto sobre o momento em que pretendia abandonar o cargo face às recentes polémicas, o ministro foi taxativo: "Não, claro que não, não vou pôr o lugar à disposição."
Luís Neves reforçou a sua subordinação política ao chefe do Governo, lembrando que a titularidade de uma pasta ministerial está sempre condicionada à confiança do líder do executivo. "Quando é que me vou embora? Quando o Governo terminar ou quando o senhor primeiro-ministro entender", declarou perante os deputados.
As afirmações do ministro da Administração Interna surgem num dia marcado por forte pressão política no parlamento, antecedendo por poucas horas o debate da moção de censura ao Governo apresentada pela bancada do Chega, cujo chumbo está já garantido pela restante oposição.