Seixal, Setúbal, 13 set 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, lançou este sábado duras críticas ao PS e ao Chega, acusando ambos os partidos de encenarem divergências públicas enquanto convergem na proteção dos interesses dos grandes grupos económicos.
Durante uma ação de protesto em defesa da construção do Hospital do Seixal — equipamento de saúde que o líder comunista classificou como urgente e em falta "há 20 anos" —, Paulo Raimundo desvalorizou a troca de acusações entre socialistas e a bancada de André Ventura a propósito das propostas de redução do IVA nos combustíveis.
"Enquanto outros andam a trocar acusações e a empurrar responsabilidades uns para cima dos outros, a população do Seixal exige o que tem direito", sustentou o dirigente comunista. Para o líder do PCP, PS e Chega — tal como PSD e CDS — revelam uma união profunda ao recusarem medidas que afetem as margens financeiras do grande capital.
"Quer o PS, quer o Chega, quer o próprio PSD e o CDS nunca falharam, nunca hesitaram em nunca nos acompanharem naquilo que é morder os lucros dos grandes grupos económicos", enfatizou, apontando nominalmente os setores da banca, da grande distribuição e da Galp. Paulo Raimundo concluiu garantindo que só os comunistas mantêm o combate firme contra o agravamento do custo de vida nos bens alimentares, habitação e energia.