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Historial clínico único: Ordem dos Médicos exige acesso universal aos dados dos doentes
Bastonário defende urgência num sistema integrado e interoperável para reforçar a segurança do doente, reduzindo riscos evitáveis em qualquer ponto de atendimento.
Por Redação
Publicado em 18/09/2026 11:04
Nacional

A Ordem dos Médicos (OM) alertou para a necessidade urgente de implementar um processo clínico integrado e interoperável em todo o sistema de saúde português. A tomada de posição, divulgada a propósito do Dia Mundial da Segurança do Doente, visa garantir que os profissionais de saúde consigam aceder ao histórico médico e à medicação atualizada dos doentes, independentemente do local ou instituição em que sejam atendidos.Sob o mote "Cuidados seguros ao longo da vida", a iniciativa deste ano foca-se na segurança no acompanhamento de doenças não transmissíveis e de longa duração, como o cancro, a diabetes e patologias cardiovasculares ou respiratórias. Segundo a OM, como o tratamento destas condições envolve múltiplos serviços, exames e especialidades ao longo dos anos, a falta de comunicação entre sistemas de informação aumenta o risco de erros e falhas no acompanhamento.

Medidas urgentes para a segurança no sistema de saúde

Acesso transversal aos dados: Criação de uma plataforma única que agregue o histórico de exames, diagnósticos e terapêuticas ativas de cada utente.

Redução de riscos evitáveis: Minimização de prescrições duplicadas, reações adversas e diagnósticos incorretos motivados pela falta de informação.

Envolvimento ativo do cidadão: Promoção do papel do próprio doente na adesão aos rastreios, monitorização de exames e tomada de decisões conscientes sobre a sua saúde.

O bastonário Carlos Cortes reforçou que a segurança dos doentes exige "melhorias concretas e estruturais", considerando o processo clínico partilhado uma prioridade absoluta. Em alinhamento com os alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Ordem reitera que a continuidade dos cuidados e a cooperação entre profissionais e doentes são os pilares fundamentais para evitar danos desnecessários na prestação de cuidados de saúde.

Fonte - Lusa / CNN Portugal 

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