O Ministério Público (MP) desencadeou, esta quarta-feira, uma operação de busca e apreensão na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAT) da Polícia Judiciária, estrutura responsável pelos meios de vigilância e interceção telefónica. A ação do MP, que contou com o apoio de magistrados, inspetores das finanças e peritos informáticos, visa recolher provas para apurar a veracidade de uma denúncia que envolve o atual diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro.
A investigação teve origem numa queixa formal apresentada no final de julho por David Freitas, um coordenador com mais de três décadas de serviço na instituição. O denunciante alega que o líder da PJ prestou declarações falsas durante o julgamento de Rui Pinto ao negar a realização de escutas ambientais a Aníbal Pinto, ex-advogado do hacker. Segundo David Freitas, existem registos internos — descobertos durante a sua passagem pela UPAT — que confirmam a captação dessas conversas.
Na sequência da denúncia enviada às autoridades judiciárias, o coordenador acabou por ser alvo de um processo disciplinar instaurado pela própria Direção Nacional e foi transferido da sua unidade de trabalho. Em resposta à intervenção dos procuradores, a Polícia Judiciária confirmou publicamente as diligências em curso nas suas instalações e assegurou estar a prestar total colaboração com as instâncias judicial.
Fonte- Sic Notícias