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Mais de 40% das interrupções da gravidez em Portugal foram efetuadas por mulheres estrangeiras em 2025
Direção-Geral da Saúde alerta para a necessidade de adaptar os cuidados de saúde à diversidade linguística e cultural, perante uma tendência de subida que se tem consolidado nos últimos cinco anos.
Por Redação
Publicado em 29/09/2026 09:13
Nacional
Imagem IA

 

Em 2025, a percentagem de mulheres de nacionalidade não portuguesa a recorrer à interrupção voluntária da gravidez (IVG) ultrapassou os 44%, segundo dados divulgados esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS). O relatório anual do organismo revela que a tendência de recurso ao procedimento por parte da população imigrante tem vindo a registar um aumento sustentado ao longo do último quinquénio.

No total, Portugal contabilizou 18.869 interrupções da gravidez ao longo do ano passado, um valor praticamente idêntico ao registado no ano anterior (18.871 casos). A grande maioria destes procedimentos — 18.239 no total — ocorreu por opção da mulher dentro do limite legal das primeiras 10 semanas de gestação. É precisamente neste grupo que a representação de cidadãs estrangeiras atinge os 44,2%.

Perante este cenário, a DGS sublinha a urgência de adequar os serviços de saúde públicos às novas realidades demográficas do país. A entidade reforça que é fundamental assegurar respostas assistenciais ajustadas à diversidade linguística, social e cultural das utentes, garantindo que o acesso à informação e aos cuidados de saúde reprodutiva seja equitativo e eficaz para toda a população.

Fonte - Lusa

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