São Bernardo do Campo, Brasil, 04 out 2026 (Lusa) — O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, votou este domingo na sua base histórica de São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, numa jornada eleitoral marcada pela extrema polarização e por uma disputa renhida pela Presidência da República. Aos 80 anos, o candidato à reeleição e a um quarto mandato presidencial definiu o sufrágio como uma escolha crucial entre o progresso e o retrocesso social.
"O povo vai ter de escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie, entre o positivismo e o negacionismo, entre o desenvolvimento e o atraso", declarou Lula da Silva aos jornalistas após exercer o direito de voto na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo. Acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelos ministros Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, o governante mostrou-se confiante na vitória e lançou um ataque direto ao seu principal rival, o senador Flávio Bolsonaro: "O Brasil não irá para a frente com miliciano".
Por seu lado, Flávio Bolsonaro, candidato pelo Partido Liberal e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, votou nas primeiras horas da manhã no Rio de Janeiro, apelando a um "voto de protesto" contra a atual administração federal. "Espero que os brasileiros e brasileiras saiam de casa hoje para poder mudar o Brasil para melhor. Que dê seu voto de protesto contra o governo que está deixando um recorde de mulheres assassinadas, recorde de pessoas endividadas, recorde de impostos altos, recorde de violência por tudo quanto é lado", defendeu junto dos jornalistas.
Além das presidenciais — disputadas por 12 candidatos e nas quais as sondagens indicam uma liderança muito renhida de Lula da Silva —, os mais de 150 milhões de eleitores brasileiros escolhem hoje 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais e mais de mil parlamentares estaduais. As urnas encerram às 17:00 (21:00 em Lisboa). Caso nenhum dos aspirantes ao Planalto alcance mais de 50% dos votos válidos, a segunda volta das eleições presidenciais terá lugar a 25 de outubro.