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UGT Desafia Montenegro A Acelerar Salário Mínimo Nos 1.000 Euros Já Em Janeiro
Na abertura do 15.º Congresso da central sindical na Figueira da Foz, o secretário-geral Mário Mourão exige a revisão do acordo de rendimentos e avisa que qualquer mexida na lei laboral terá de reforçar a contratação coletiva.
Por Redação
Publicado em 11/10/2026 10:08
Economia
@Lusa

Figueira da Foz, Coimbra, 10 out 2026 (Lusa) — O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, lançou este sábado um desafio direto ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, para reabrir as negociações do acordo de valorização salarial em sede de Concertação Social e antecipar metas de rendimento para a função pública e setor privado.

No discurso de abertura do 15.º Congresso da União Geral de Trabalhadores (UGT), a decorrer no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, o líder sindical dirigiu-se frontalmente ao chefe do executivo: "Senhor primeiro-ministro sente-se connosco à mesa da Concertação Social para rever o acordo de salários e rendimentos."

Reconhecendo que se tem verificado "uma evolução" nos vencimentos no país, Mário Mourão alertou contudo para a perda de poder de compra e para os condicionalismos económicos internacionais. "Os trabalhadores portugueses vivem momentos difíceis por tudo o que estamos a passar na Europa, mas em todo o mundo", vincou.

Centrando a atenção no salário mínimo nacional, o dirigente da UGT defendeu que existem condições macroeconómicas para uma atualização mais robusta logo no início do próximo ano. "Faça-se que o salário mínimo chegue aos 1.000 euros em janeiro e dê mais força à negociação coletiva, porque há indicadores que nos permitem reforçar aquilo que foi o acordo, que foi assinado e o compromisso que assinámos", concluiu, avisando que qualquer futura revisão da legislação laboral terá obrigatoriamente de blindar e valorizar a contratação coletiva.

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