A intervenção das forças de segurança durante o protesto pelo direito à habitação na Praça D. João I, no Porto, ocorreu como um “último recurso” depois de a Polícia de Segurança Pública (PSP) ter sido “forçada” a agir devido ao comportamento de alguns protestantes. A posição foi assumida pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, em declarações à imprensa.
Embora tenha lamentado os episódios de violência e as imagens marcadas pela carga policial, o edil portuense assegurou manter total confiança na atuação e no critério da PSP. Segundo Pedro Duarte, o foco do problema esteve no desrespeito pelas regras aplicáveis ao direito de manifestação por parte de um grupo de manifestantes, que mantinha um acampamento no local e adotou uma postura “absolutamente provocatória”.
O autarca fez questão de sublinhar a separação entre o legítimo direito ao protesto — que considerou indiscutível e garantido em democracia — e o incumprimento da lei. Pedro Duarte reforçou que é dever das autoridades públicas e policiais assegurar a ordem e o cumprimento da legislação para salvaguardar a liberdade coletiva.
Fonte - Lusa