A confirmação da futura estação do comboio de alta velocidade (TGV) em Santo Ovídio e na Avenida da República promete transformar o panorama dos transportes em Vila Nova de Gaia, mas traz consigo fortes preocupações quanto ao congestionamento e à qualidade de vida dos cidadãos. Para mitigar os transtornos previsíveis durante e após as obras, o Município de Gaia já fez chegar ao Poder Central um caderno de encargos com exigências consideradas indispensáveis para o concelho.
Entre as principais medidas reivindicadas pela autarquia está o apoio financeiro estatal, durante um período de cinco anos, para assegurar a manutenção e reorganização da rede viária circundante, afetada pelas empreitadas. Paralelamente, o município exige o projeto e a edificação de um novo terminal rodoviário nas imediações da estação, capaz de acolher tanto autocarros como transporte individual.
Requalificação viária e novas ligações
A estratégia municipal passa também pelo financiamento integral de eixos rodoviários decisivos para o escoamento do tráfego local, destacando-se três grandes troços:
VL1: Ligação entre Canidelo e a Rotunda Edgar Cardoso;
VL3: Eixo entre o litoral de Madalena/Valadares e Santo Ovídio;
VL10: Conexão crucial entre a Ponte do Freixo, o Nó da A1 e Vila D’Este.
Mobilidade sustentável até Avintes
Para lá das vias de trânsito automóvel, a autarquia quer garantir alternativas de transporte público eficiente para as zonas mais periféricas. Nesse sentido, exige financiamento para o estudo e implementação de uma linha de metrobus ou teleférico urbano, estabelecendo a ligação direta entre Avintes e a Estação de Metro D. João II.
Em comunicado, o Executivo municipal reforça que a exigência destas compensações é uma prioridade absoluta para salvaguardar o bem-estar dos gaienses e assegurar que o desenvolvimento da alta velocidade no país não se faça à custa do estrangulamento da mobilidade concelhia.
Fonte - Município de Vila Nova de Gaia