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TGV em Santo Ovídio: Gaia Exige Contrapartidas ao Governo para Proteger a Mobilidade Local
Autarquia impõe condições financeiras e estruturais, incluindo novas vias de trânsito, terminal rodoviário e transporte alternativo entre Avintes e o metro, para minimizar os impactos do comboio de alta velocidade no concelho.
Por Redação
Publicado em 22/10/2026 14:01
Local
Município de Vila Nova de Gaia (Imagem retirada de vídeo)

 

A confirmação da futura estação do comboio de alta velocidade (TGV) em Santo Ovídio e na Avenida da República promete transformar o panorama dos transportes em Vila Nova de Gaia, mas traz consigo fortes preocupações quanto ao congestionamento e à qualidade de vida dos cidadãos. Para mitigar os transtornos previsíveis durante e após as obras, o Município de Gaia já fez chegar ao Poder Central um caderno de encargos com exigências consideradas indispensáveis para o concelho.

Entre as principais medidas reivindicadas pela autarquia está o apoio financeiro estatal, durante um período de cinco anos, para assegurar a manutenção e reorganização da rede viária circundante, afetada pelas empreitadas. Paralelamente, o município exige o projeto e a edificação de um novo terminal rodoviário nas imediações da estação, capaz de acolher tanto autocarros como transporte individual.

Requalificação viária e novas ligações

A estratégia municipal passa também pelo financiamento integral de eixos rodoviários decisivos para o escoamento do tráfego local, destacando-se três grandes troços:

VL1: Ligação entre Canidelo e a Rotunda Edgar Cardoso;

VL3: Eixo entre o litoral de Madalena/Valadares e Santo Ovídio;

VL10: Conexão crucial entre a Ponte do Freixo, o Nó da A1 e Vila D’Este.

Mobilidade sustentável até Avintes

Para lá das vias de trânsito automóvel, a autarquia quer garantir alternativas de transporte público eficiente para as zonas mais periféricas. Nesse sentido, exige financiamento para o estudo e implementação de uma linha de metrobus ou teleférico urbano, estabelecendo a ligação direta entre Avintes e a Estação de Metro D. João II.

Em comunicado, o Executivo municipal reforça que a exigência destas compensações é uma prioridade absoluta para salvaguardar o bem-estar dos gaienses e assegurar que o desenvolvimento da alta velocidade no país não se faça à custa do estrangulamento da mobilidade concelhia.

Fonte - Município de Vila Nova de Gaia 

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