As principais organizações e editores de notícias uniram-se para apelar à Meta a suspensão urgente de uma cláusula recentemente introduzida nos termos comerciais da gigante tecnológica. O ponto de discórdia foca-se nas novas regras de recolha, indexação e armazenamento de conteúdos digitais, que geraram forte alarme no ecossistema mediático global.De acordo com o setor, a nova redação contratual — cuja entrada em vigor está agendada para o final deste mês — abre a porta a um controverso processo de extração e rastreio de páginas web e domínios de órgãos de comunicação social. Embora a empresa liderada por Mark Zuckerberg argumente que a atualização se limita a unificar disposições anteriormente dispersas e que não altera as práticas habituais de web crawlers, especialistas em direito digital e responsáveis editoriais continuam céticos.
O receio principal reside na possibilidade de a infraestrutura da Meta utilizar o material jornalístico de forma abrangente, levantando sérias dúvidas quanto ao respeito pelos direitos de autor e à compensação justa pelo trabalho editorial. Os editores exigem assim esclarecimentos transparentes e garantias de que os conteúdos publicados não serão aproveitados sem consentimento expresso ou salvaguardas adequadas, num momento em que a relação entre as plataformas tecnológicas e a imprensa independente atravessa uma fase de elevada tensão regulatória.
Fonte - Lusa